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Miradouros

Miradouro de São Gens Castelo Branco

Situa-se junto do Castelo , ao qual se chega através de uma longa escadaria que une o miradouro à muralha. O Miradouro de São Gens foi alvo de requalificação recente através do programa POLIS. Nele se pode obter uma impressionante vista sobre o Nordeste da cidade de Castelo Branco, avistando-se entre outros espaços o Jardim do Paço Episcopal ou o Parque da Cidade, possuindo um miradouro virtual.

Miradouro Geomorfológico das Corgas Proença-a-Nova

Situado na região de Proença-a-Nova, próximo dos limites do concelho de Oleiros, este miradouro estende-se no dorso aplanado das montanhas xistentas, adoçado pelos tempos geológicos. Por entre a urze e a giesta, o olhar esbate-se na vastidão do tempo até à curiosa forma da Serra das Talhadas, que materializa a megadobra em U - o Sinclinal do Ródão.

Miradouro de Sobral Fernando sobre as Portas de Almourão Proença-a-Nova

Este miradouro, um geosítio do Geopark Naturtejo, permite uma observação privilegiada sobre o escalonamento dos terraços fluviais a jusante das Portas de Almourão, entre a margem de Sobral Fernando e a margem de Foz do Cobrão, entre as cotas de 160-130m, e da Conheira de Foz do Cobrão-Sobral Fernando, proporcionando uma panorâmica da extensa área onde se desenvolveram os trabalhos mineiros romanos e onde atualmente se estendem os vestígios dessa exploração. Deste ponto é possível observar o vale do Ocreza, profundamente entalhado na Serra das Talhadas, com um desnível superior a 350 m.

Miradouro Geomorfológico do Galego Proença-a-Nova

O Miradouro Geomorfológico do Galego, situado a 618 m de altitude, é um posto de observação de incêndios que permite vista panorâmica de 360º, proporcionando uma perspetiva geomorfológica da região num raio que chega a ultrapassar largamente os 100 km. Destaca-se por exemplo a Serra do Moradal, a Serra das Talhadas e o vale do Ocreza, a cordilheira central materializado pela Serra de Alvelos-Espadana e a densa rede de drenagem da Superfície de Castelo Branco.

Miradouro do Cabeço Mosqueiro Oleiros

Este geossítio constitui um excelente miradouro geomorfológico no topo do Penedo das Sardas, a 666 metros de altitude, e a 300 m acima da Garganta do Zêzere, com extensa perspetiva sobre os elementos do relevo: da Cordilheira Central: granitos da Serra da Gardunha e da Serra da Estrela, com uma vista privilegiada do magnífico vale glaciário de Alforfa; alinhamentos quartzíticos da serra do Moradal e dos Penedos de Góis, para NW; os espetaculares meandros do rio Zêzere; serras xistentas de Açor (N), Lousã (NW) e Cabeço Rainha (SW). Este miradouro evidencia não só os afloramentos rochosos, mas também a vegetação arbustiva constituída essencialmente por matos heliófilos, dos quais se destaca a esteva (Cistus ladanifer), a carqueja (Chamaespartum tridentatum) e o tojo (Ulex sp).

Miradouro do Zebro Oleiros

Desta fraga quartzítica as panorâmicas vertiginosas alargam-se pelo vale da Ribeira das Casas da Zebreira, que corre, 200 m abaixo.

Miradouro Geomorfológico do Castelo de Monsanto Idanha-a-Nova

Implantado sobre antigo castro, o atual castelo de Monsanto foi uma das mais emblemáticas sentinelas da raia. Do vértice geodésico ou das suas muralhas, a paisagem impressionante de 360º abarca muito para além dos territórios planos de Idanha. Do vértice geodésico (758 m) para SE observa-se a Superfície do Alto Alentejo, Superfície de Castelo Branco, Murracha, Murrachinha e Pedras Ninhas a selarem a falha do Ponsul; a E o Sinclinal de Penha Garcia; a N os inselberge Moreirinha e Alegrios; a S a Serra de S. Mamede; a NE o ponto mais alto de Portugal – a Serra da Estrela; a SW (ao longe) as Portas do Ródão e a terminação do Sinclinal do Ródão na Serra de S. Miguel.

Miradouro das ruínas da Capela de S. João Idanha-a-Nova

No miradouro das ruínas da Capela de S. João, em Monsanto, através do arco, é possível observar os relevos residuais da Murracha, Murrachinha e Pedras Ninhas a selarem a falha do Ponsul. É também visível a Superfície de Castelo Branco (bloco levantado) separada da Superfície do Alto Alentejo.

Miradouro do Castelo de Penha Garcia Idanha-a-Nova

As ruínas do castelo medieval, para além do seu interesse histórico-arqueológico, são um belo miradouro geomorfológico sobre a crista quartzítica do sinclinal de Penha Garcia, o núcleo xistento, a Superfície de Aplanação de Castelo Branco, os Inselberge de Monsanto-Moreirinha, ao fundo a Cordilheira Central (Serra da Estrela) e os relevos residuais de dureza da Murracha, Murrachinha e de Pedras Ninhas, sobre a linha da Falha do Ponsul.

Miradouro do Salto da Cabra Idanha-a-Nova

O miradouro do Salto da Cabra permite observar o canhão fluvial do rio Erges, que aqui corre bastante encaixado (100 m) onde a água encontra obstáculos rochosos que vai transpondo e erodindo. A ação da água molda as rochas, tornando-as adoçadas e polidas. Daqui se observa a mais impressionante paisagem sobre a garganta epigénica do Erges. No topo da margem espanhola do Erges, observam-se ainda as ruínas do magnífico Castillo de Peñafiel, em granito bem aparelhado da região. Estes penhascos encontram-se recortados por forte fracturação, o que confere à paisagem um aspeto “arruinado” conhecido como “Canchais” na terminologia popular. Trata-se de um local com um riquíssimo património natural, com uma excecional biodiversidade marcada pelo voo dos abutres e das raríssimas cegonhas-pretas, que aqui nidificam.

Miradouro do Castelo de Idanha-a-Nova Idanha-a-Nova

Atualmente, do Castelo Medieval construído no século XII, apenas restam ruínas, mas a sua localização é facilmente explicada por razões geológicas. A fortaleza foi edificada no bloco levantado da Falha do Ponsul, uma das mais importantes falhas ativas da região. Este enorme degrau que separa a Superfície de Castelo Branco da Superfície do Alto Alentejo constituiu uma estrutura de defesa natural, tendo sido a escolha mais óbvia para a construção do castelo, assim como de outras estruturas defensivas, ao longo da mesma. Este miradouro permite ainda observar não só o enorme degrau desta falha, como também a geomorfologia de uma extensa área do Geopark Naturtejo, destacando-se superfícies de aplanação (Alto Alentejo), relevos residuais (Inselberg de Monsanto, cristas quartzítica de Penha Garcia, Monforte da Beira e seu prolongamento para S. Martinho-Castelo Branco, Sierra de S. Pedro e Serra de S. Mamede), etc.

Miradouro do Castelo dos Mouros Vila Velha de Ródão

Este miradouro situa-se nas proximidades da atalaia medieval conhecida como Castelo do Rei Wamba, motivadora de inúmeras lendas e mitos e da Capela de Nossa Senhora do Castelo. Este é um ponto de observação de avifauna reconhecido internacionalmente, não só pela abundância de aves mas também pelo elevado interesse paisagístico da região, marcado pela geologia e geomorfologia. Daqui é possível fazer uma leitura da paisagem: observam-se em primeiro plano as muralhas quartzíticas que compõem a mega-estrutura sinclinal do Ródão e que aqui foram cruzadas pelo rio Tejo, é possível observar também alguns dos terraços fluviais do Tejo, dispostos escalonadamente, observamos o grande rasgão erosivo-tectónico das Portas do Ródão. Para jusante, existe uma fantástica vista panorâmica do compartimento tectónico de Vila Ruivas – Arneiro, paralelo às cristas quartzíticas e condicionado pela falha Arneiro-Ponsul e pela crista sul do sinclinal do Ródão. Na margem de Nisa vêem-se os calhaus empilhados nas conheiras resultantes do desmonte do terraço correspondente ao de Vilas Ruivas para exploração de ouro, durante período Romano. Distingue-se perfeitamente o alinhamento dos montículos, nas margens de canais que terão servido para conduzir água para a lavagem das areias ricas em ouro e que seriam drenados para o Tejo. Mais perto, observa-se a Ilha da Fonte das Virtudes, em pleno Tejo, onde houve uma intensa exploração de inertes que, conjugada com a subida do nível das águas do rio levou à formação de uma “ilha” artificial ligada à margem.

Miradouro do Penedo Gordo Vila Velha de Ródão

Aos 566 m, este miradouro proporciona uma vista geral sobre o compartimento tectónico do Ródão, a escarpa de Falha do Ponsul a delimitar o alvéolo tectónico de Vila Velha de Ródão e a prolongar-se na direção da Raia, o Vale Morto de Alfrívida a testemunhar outras épocas, o relevo quartzítico de Monforte da Beira, o vale do Tejo Internacional, profundamente encaixado na superfície da Meseta, e, no horizonte, a serra quartzítica de S. Pedro, já em Espanha; os cinco terraços fluviais embutidos, o prolongamento do sinclinal do Ródão: Serra das Talhadas (flanco NE) e Serra do Perdigão (flanco SW). Imediatamente à esquerda da crista quartzítica, observa-se a drenagem bem encaixada nos xistos na zona de Salavessa e, no horizonte, a homóloga Serra de S. Mamede. Para NE, a Superfície de Aplanação de Castelo Branco, os relevos graníticos da Gardunha e da Estrela, assim como toda a restante Cordilheira Central portuguesa, no seu limite meridional, materializado pela Serra de Alvelos.

Miradouro do Cabeço da Achada Vila Velha de Ródão

Este é um miradouro de elevado valor cénico, com um enquadramento paisagístico privilegiado que proporciona uma das melhores vistas panorâmicas sobre o Monumento Natural das Portas de Ródão e ainda sobre o vale do Tejo e seus terraços fluviais escalonados. Deste miradouro observam-se os meandros vestibulares da Ribeira do Açafal e a estrutura do Vale Morto de Alfrívida. Como valores acrescidos, este geossítio apresenta exuberante vegetação autóctone, nomeadamente comunidades de zimbro e imponentes sobreiros, assim como os vestígios de uma fortificação do tipo bateria (Bateria das Batarias), testemunha das invasões francesas e da linha defensiva estabelecida pelos cumes da Serra das Talhadas.

Miradouro do Vale Mourão Vila Velha de Ródão

Trata-se de um local privilegiado de observação, abarcando todo o vale desde a Foz do Cobrão e a dobra da Albarda até às Portas de Almourão. O local reveste-se de inúmeros valores adicionais como o cultivo de oliveiras em socalcos construídos nas vertentes escarpadas quartzíticas, a aldeia de Foz do Cobrão, as aves rupículas nidificantes protegidas como a cegonha-preta, o grifo ou a águia de Bonelli.

Miradouro do Penouco de S. Miguel Nisa

Este miradouro localiza-se junto do ponto mais elevado do concelho de Nisa, o vértice geodésico de S. Miguel, que regista uma altitude de 461 m. Daqui se observa o contacto entre a paisagem xistenta profundamente entalhada pela Ribeira de Nisa e seus afluentes e a superfície de aplanação do Alto Alentejo bem preservada.

Miradouro das Portas de Ródão Nisa

O Miradouro das Portas de Ródão é um ponto estratégico para a observação da exploração mineira romana do Conhal do Arneiro. Proporciona uma panorâmica dos cerca de 600000 m2 de área da corta mineira, permitindo observar alguns dos principais elementos que caracterizam esta exploração como os alinhamentos de blocos nas margens dos canais, o Castelejo ou os lagos de decantação. Este local reveste-se de um importante valor ecológico, com um zimbral expressivo e uma importante colónia de grifos que nidifica nas escarpas da crista quartzítica, logo abaixo.

 


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